quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Atividade referente a pesquisa de artigos relacionada ao uso das tecnologias em sala de aula.

A Educação E As Novas Tecnologias
1. INTRODUÇÃO
Não resta dúvida de que, nos dias de hoje, a utilização de novas formas de interação on-line atende às novas necessidades dos alunos; o incentivo à aprendizagem ativa e significativa ao aluno já pode ser comprovada por meio de vários projetos já desenvolvidos em todo pais; é evidente o acesso rápido e eficiente na obtenção de informações relevantes e diversificadas e a melhoria da qualidade da comunicação entre professores e alunos são viabilizadas pelas ferramentas interativas.
Hoje a tecnologia é útil ao aprendizado, pois o seu desconhecimento vem gerando no mundo atual o mesmo tipo de exclusão que sofre o analfabeto no mundo da escrita. Mas agora vem a seguinte pergunta, o que é necessário? Esta é uma pergunta difícil de ser respondida, pois depende do contexto, da realidade em que se vive e da autonomia de cada um. O que se pode afirmar, sem erro, é que é preciso entender que o essencial é acreditar no potencial cognitivo de cada um. "É essencial à descoberta da alegria do conhecimento, pois ela é à base da autonomia e da subjetividade".
Outra medida importante é não dar ouvidos aos mitos. A questão os computadores tomarão o lugar dos docentes? Vem sendo sempre colocado, o que faz com que se reforce a idéia de que o docente se recusa a inovar-se. Mas o que existe de verdade é a falta de conforto com o uso da tecnologia nos ambientes educacionais, que é decorrente do escasso investimento governamental em políticas de formação e atualização do professor.
Para o docente que vê na tecnologia uma forma de qualificar melhor suas práticas pedagógicas, é fundamental enxergar a realidade e principalmente lutar contra o discurso neoliberal paralisante que domina o meio educacional. É preciso conhecer as políticas equivocadas que fazem parte da história da utilização da informática na educação no Brasil.
Evitar a resistência pelo desconhecimento é entender que o computador e o software educacional, seja ele qual for, é uma ferramenta auxiliar do processo de aprendizagem do aluno. Uma aula ruim é ruim com ou sem tecnologia, e uma aula boa será sempre boa independentemente da tecnologia utilizada. Isto significa dizer que: a qualidade está no conteúdo que deve ser bem planejado e disponibilizado de modo que seja possível a aquisição de conhecimento pelo aluno.
A mídia deve ser adequada ao conteúdo, pois este vem em primeiro lugar. A tecnologia não cria ambientes que prescindem do professor, é preciso que o professor tome para si a tarefa de projetar o material didático e a pedagogia a ser utilizada no processo de ensino. Não inovar na produção do material didático e nas metodologias de aprendizagem, significa deixar a cargo de profissionais da área tecnológica, a tarefa de ensinar por meio de software desenvolvido sem o viés da educação, o que de um modo geral vem ocorrendo com freqüência.
É fato que os perfis dos profissionais, que hoje planejam software educacional, são de programadores de computador, que desconhecem a área educacional. O planejamento de um bom projeto necessita da formação de uma equipe multidisciplinar, cujos participantes complementam o projeto utilizando suas competências específicas e diversificadas.
Hoje muito se fala da necessidade de se educar para os meios, ou seja, educar para o uso da ferramenta própria do mundo digital. Mas muito se fala e pouco se faz a respeito da preparação de professores na orientação do aluno diante desses novos conceitos e novas relações, que surgem nesse mundo tecnológico. É nesse contexto que informações provenientes de diversas direções chegam a indivíduos cuja realidade não lhes permite desenvolver capacidade crítica de análise, competência fundamental para evitar o colapso de valores importantes para o desenvolvimento da cidadania, da ética e da solidariedade. Por meio dessa abordagem, o uso da tecnologia integra novos saberes à prática educacional proporcionando ao professor uma maior capacidade crítica de sua ação pedagógica e um leque maior de possibilidades na busca pelo interesse dos seus alunos.
2. A EDUCAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS
Na área da educação acontece, naturalmente, coisa símile. O educador sempre sentiu a necessidade de se atualizar, não somente no campo de seu conhecimento, como também na sua função pedagógica. Os métodos de ensino tradicionais são aqueles consolidados com o tempo, que dominam nas instituições de ensino. Ainda persiste, com muitos professores, o método onde o professor fala, o aluno escuta; o professor dita, o aluno escreve; o professor manda, o aluno obedece. A maioria, porém, já é mais maleável: o professor fala, o aluno discute; o professor discursa, o aluno toma nota; o professor pede, o aluno pondera. Em casos específicos, o aluno fala, o professor escuta, o grupo debate e todos tomam nota, inclusive o professor, procurando ir ao encontro das necessidades que surgem.
Isto e outras questões levam à crise do ensino, desde o primário até a universidade. Popularizou-se muito, nas instituições, o uso do retroprojetor, ou projetor de transparências, que mereceu o apelido de "retro professor". Facilitou um pouco a vida do professor, não precisando escrever sempre no quadro negro, principalmente quando o docente leciona a mesma disciplina para mais de uma turma, contemporaneamente ou não. Aliás, até o quadro e o giz se modernizou: hoje já é muito comum a lousa branca com o pincel especial cancelável. Mas o que prejudica não é o uso do retroprojetor, como em outras aplicações tecnológicas, mas sim o mau uso do mesmo.
Antes de qualquer coisa, temos que ter cuidado com os excessos: o professor não deve somente ler, ou ditar, ou escrever ou mesmo projetar transparências durante toda a aula. Deve oferecer alternativa. O uso de uma técnica, como do retroprojetor, por mais de uma hora contínua, torna-se cansativo, e os alunos perdem a concentração. Outro projetor, que não é tão usado devido à qualidade da projeção, é o epíscopo, ou projetor de opacos. Ele permite a projeção de imagens ou textos de um livro, sem a necessidade de criar transparências. Mas para projetar textos não é aconselhado, por necessitar de uma sala escura e perde muito a qualidade na visualização.

O aparelho de vídeo, com um monitor (TV), está cada vez mais popular. A maioria das universidades, escolas públicas e particulares possuem, no setor de audiovisuais, televisores de 20 polegadas com vídeo incorporado, facilitando o transporte e uso dos mesmos. Uma data show, que projete a imagem do vídeo numa tela, como num cinema, você encontra em determinadas situações, como em salas de conferências e cursos de pós-graduação. Ter uma videoteca disponível na universidade seria ideal, mas poucas instituições organizam um setor do gênero. Além de documentários muito interessantes produzidos principalmente pelas televisões públicas, temos filmes, que são clássicos de literatura ou que tratam de temas polêmicos ou de interesse cultural.
Quem faz uma universidade melhor, não é somente um reitor, mas todos participam do processo. Os professores e os alunos são grandes responsáveis por isso. Talvez não sejam conscientes disso. Quando se exige de uma instituição, ela pode ficar indiferente no início. Porém se as exigências persistem as instituições não pode se fizer de cega e surda. Assim, por exemplo, se uma universidade não possui uma videoteca, provavelmente não se demonstrou tal necessidade. Os equipamentos para uso didático estão cada vez mais sofisticados. Os novos retroprojetores, por exemplo, projetam a imagem mais nítida, se regulam com maior facilidade, possuem comandos de foco e tamanho de tela mais sensíveis, ou mesmo comando remoto.
Os vídeos modernos possuem cabeças, sendo quatro para imagem e três para áudio; permitem parar a imagem sem distorção, voltar ou avançar "frame-to-frame", isto é, estão cada vez mais parecidos com uma ilha de edição. Mas já estão ficando obsoletos, com o surgimento dos DVD. Os "Datas Show" e projetores de multimídia permitem projetar a imagem de um vídeo ou computador numa tela grande, podendo usar fita de vídeo, disquete, cd, DVD ou o próprio hard-disk. Eles estão substituindo todos os outros equipamentos, ficando bem mais fácil trabalhar com eles. As imagens são melhores, seja ela fixa ou animada, cores ou preto e branco, texto ou foto.
A tecnologia muda os meios de comunicação de massa e, paralelamente, os meios de ensino, não somente dentro da sala de aula, como falei até agora. Está mudando inclusive a própria sala de aula, com a introdução do ensino a distância, por exemplo.Primeiro foram os correios tradicionais que incentivaram o ensino em domicílio, por correspondência. As aulas particulares já não precisavam mais da presença do professor. Depois veio o rádio: o professor fala com você sem estar ao seu lado fisicamente, não importa onde você esteja desde que esteja com um rádio ligado. Os discos de vinil e as fita "K-7" fizeram o seu tempo, até o aparecimento dos CDs, contemporaneamente com a televisão e o vídeo, facilitando ainda mais o ensino a distância: som e imagem ao seu dispor. Agora temos a internet, com uma variedade quase infinita de possibilidades. O correio ainda continua presente: enviando fitas e discos, de áudio, imagens e multimídia, além das apostilas. A internet aos poucos está cada vez mais confiável.
3. TRABALHO E FORMAÇÃO DOCENTE
"Globalização" e trabalho docente: no enredo das tecnologias seja a globalização, objeto dos estudos de Torres (1998, p.28), caracterizada como construção ideológica, seja, como quer alguns, posta como conceito explicativo de uma nova ordem mundial, um aspecto desta realidade não pode ser ignorado: a educação como um todo e o trabalho docente, em especial, está sendo reconfigurados.
Em outras palavras, na perspectiva da "globalização" e do "globalitarismo", termo cunhado por Ramonet (1999) para dar conta da espécie de ditadura do pensamento único que regula a construção ideológica, a escola deve romper com a sua forma histórica presente para fazer frente a novos desafios. A pretensão, neste trabalho, é analisar as determinações (concretas e pressupostas) e os sentidos (hegemônicos e em disputa por hegemonia) dessa reconfiguração, tomando por base os discursos que introduzem e justificam as atuais políticas de formação de professores.
No movimento de reconfiguração de trabalho e formação docente, outro aspecto parece constituir objeto de consenso: a possibilidade da presença das chamadas "novas tecnologias" ou, mais precisamente, das tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Essa presença tem sido cada vez mais constante no discurso pedagógico, compreendido tanto como o conjunto das práticas de linguagem desenvolvidas nas situações concretas de ensino quanto as que visam a atingir um nível de explicação para essas mesmas situações.
Em outras palavras, as TIC têm sido apontadas como elemento definidor dos atuais discursos do ensino e sobre o ensino, ainda que prevaleçam nos últimos. Atualmente, nos mais diferentes espaços, os mais diversos textos sobre educação têm, em comum, algum tipo de referência à presença das TIC no ensino. Entretanto, a essa presença têm sido atribuídos sentidos tão diversos que desautorizam leituras singulares. Assim, se aparentemente não há dúvidas acerca de um lugar central atribuído às TIC, também não há consenso quanto à sua delimitação.
Lévy (1999) afirma que, no limite, as TIC estão postas como elemento estruturante de um novo discurso pedagógico, bem como de relações sociais que, por serem inéditas, sustentam neologismos como "cibercultura". No outro extremo, o que as novas tecnologias sustentam é uma forma de assassinato do mundo real, com a liquidação de todas as referências, em jogos de simulacros e simulação (Baudrillard, 1991).
Para Moran, (2004) no entremeio, podem constituir novos formatos para as mesmas velhas concepções de ensino e aprendizagem, inscritas em um movimento de modernização conservadora, ou, ainda, em condições específicas, instaurar diferenças qualitativas nas práticas pedagógicas. Em síntese, a presença das TIC tem sido investida de sentidos múltiplos, que vão da alternativa de ultrapassagem dos limites postos pelas "velhas tecnologias", representadas principalmente por quadro-de-giz e materiais impressos, à resposta para os mais diversos problemas educacionais ou até mesmo para questões socioeconômico-políticas.
Nas palavras de Mattelart (2002, p. 9), a segunda metade do século XX foi marcada pela "formação de crenças no poder miraculoso das tecnologias informacionais". Mesmo que, em princípio, pareça ingênuo, este último movimento está inscrito em um modo de objetivação das TIC inextricavelmente ligado à concepção de "sociedade da informação".
4. As TIC para a Educação a Distância
Para Fonseca (1998) os organismos internacionais têm forçado, por meio do estabelecimento de "condicionalidades" para a concessão de créditos e a aplicação de sanções pelo seu descumprimento, a incorporação das TIC como elemento central de qualquer política educacional atenta às transformações engendradas pela chamada revolução científico-tecnológica e às necessidades da economia.
Nas palavras de Barreto e Leher "Um admirável mundo novo emerge com a globalização e com a revolução tecnológica que a impulsiona rumo ao futuro virtuoso". (...) A partir dessa premissa, organismos internacionais e governos fazem ecoar uma mesma proposição: é preciso reformar de alto a baixo a educação, tornando-a mais flexível e capaz de aumentar a competitividade das nações, únicos meios de obter o passaporte para o seleto grupo de países capazes de uma integração competitiva no mundo globalizado". (2003, p. 39).
Nesse movimento, tem sido anunciado um novo paradigma educacional. O anúncio é recorrente no site do MEC, cuja formulação, vale insistir, levou o discurso dos organismos internacionais às últimas conseqüências, posicionando as tecnologias no lugar dos sujeitos. Esse paradigma é constituído pela substituição tecnológica e pela racionalidade instrumental, está inscrito na "flexibilização", especialmente na precarização do trabalho docente, sendo coerente com a lógica do mercado: quanto maior a presença da tecnologia, menor a necessidade do trabalho humano.
Chaui (1999) prevê cada vez menos professores e mais alunos, sob a alegação de que o desempenho dos últimos depende menos da formação dos primeiros e mais dos materiais utilizados. A rigor, o discurso do MEC opera duas inversões: substitui a lógica da produção pela da circulação e a lógica do trabalho pela da comunicação, na crença de que, "sem alterar o processo de formação de professores do ensino básico e sem alterar seus salários aviltantes, tudo irá bem à educação desde que haja televisões e computadores nas escolas".
Ainda na fala de Mattelart (2002) as propostas dos organismos internacionais, "o acesso via Internet ao 'saber universal', que necessariamente terá a sua fonte nos monopólios de saber já existentes, resolveria o problema não apenas da fratura digital, mas também o da fratura social" (Mattelart, 2002, p. 164). Nestes termos, é formulada a proposta de "tecnologias para todos", como superação do chamado "divisor digital".
Em contrapartida, como afirma Leher (1997, p. 130), o próprio Banco Mundial, ao assinalar que a utilização das tecnologias é o "instrumento privilegiado para inserir os países no fluxo hegemônico do Tempo", também reconhece a inviabilidade de que os países caracterizados pelos tempos lentos (em desenvolvimento, periféricos, do Sul) venham a ser inseridos no ritmo acelerado dos países centrais (do Norte).
Desse modo, ao passo que são apregoadas novas possibilidade, como a superação do divisor digital, é instituída, com base na sua própria ressignificação, uma espécie de apartheid educacional em escala planetária. Ao passo que o discurso trata da democratização do acesso, as práticas sociais evidenciam que essa espécie de linha divisória entre os incluídos e os excluídos não diz respeito a acesso ou ausência de acesso, mas aos modos como ele é produzido e aos sentidos de que é investido.
5. Tendências atuais
Para Freitas (1992), as formulações da virada do século, ainda que em novas bases, não deixam de constituir uma retomada das propostas produzidas na década de 1970. "Mantém-se aqui sua característica fundamental: uma análise da educação desgarrada de seus determinantes históricos e sociais". Portanto, assumem cunho marcadamente neotecnicista, do gerenciamento da educação a partir de competências, passando pela aposta nos materiais ditos "autoinstrucionais", até as alternativas de uma sociedade sem escolas.
O que há de novo são discursos muito mais elaborados, sob os mais diversos pontos de vista, assim como mais ágeis na conquista de materialidade mais espessa. Assim, nas relações entre discurso e mudança social, a "comodificação" do discurso educacional ultrapassa os limites da dimensão simbólica e instaura, concretamente, o lugar da sobremercantilização da educação: os cursos como pacotes, a prestação de serviços educacionais, o gerenciamento da OMC. Ou, por outro ângulo, o campo da ideologia teria sido reconfigurado para promover as condições mais favoráveis às mudanças pretendidas.
De qualquer modo, as relações entre discurso e mudança social precisam ser objeto de atenta análise política, com o fim dar conta de novos clichês que, circulando, contribuem para a produção de um imaginário o qual faz com que uma interpretação particular apareça como sendo a necessária, ao sustentar a legitimação e a fixação de sentidos hegemônicos.
Vale lembrar que, do ponto de vista discursivo, ideologia corresponde a hegemonia de sentido. O sentido hegemônico das TIC aponta para o primado da dimensão técnica, apagando as questões de fundo. Em se tratando da sua incorporação educacional, parece não haver espaço para a análise dos seus modos e sentidos.
Na perspectiva maniqueísta de "plugados ou perdidos", quaisquer objeções podem ser alvo da desqualificação que marca o segundo grupo. Enquanto isso, no primeiro, as discussões podem ser travadas a partir de questões como as diferenças entre aprendizagem cooperativa e colaborativa, ou entre construtivismo e construcionismo (Papert, 1993), nos limites da esfera dita pedagógica, sem remeter às suas dimensões econômicas, políticas e sociais.
Neste contexto, é importante verificar a afirmação de um "novo paradigma", recorrente no site do MEC, ou paradigma emergente, em geral associado ao afastamento das objetivações supostamente marcadas pela simplicidade, em direção à complexidade (Morin, 1998). É inegável a hegemonia do movimento de virtualização do ensino, na perspectiva de e learning, cuja tradução mais comum tem sido "educação a distância via Internet": uma forma de aprendizagem em que a mediação tecnológica é destacada, nos mais diversos "ambientes de aprendizagem".
Mesmo sem entrar no mérito da polissemia desta expressão, é importante pontuar que ela deixa de contemplar o ensino, concentrando-se no segundo elemento do par: a aprendizagem. É quebrada a unidade ensino-aprendizagem, que tem dado sustentação aos mais diversos estudos acerca das práticas educativas, supondo a aprendizagem sem ensino ou, ainda, o ensino inteiramente identificado aos materiais que sustentam as alternativas de e-learning. Em qualquer das hipóteses, essa quebra não pode ser desvinculada do "novo lugar" do professor, na condição de profissional do ensino.
Ainda quanto aos clichês em circulação, é possível verificar um deslocamento significativo de "não se aprende apenas na escola" para "não se aprende na escola", na medida em que remete à tendência de desterritorialização da escola. Não apenas toda a ênfase está sendo posta nos ambientes de aprendizagem, mas os textos já contemplam "educações" diversas, materializadas nas expressões "educação acadêmica" e "educação corporativa".
Retomando o ponto de partida deste conjunto de reflexões, é possível afirmar que a desterritorialização proposta não pode ser pensada fora dos parâmetros mercadológicos e do pressuposto de que a escola deva romper com a sua forma histórica presente para fazer frente aos desafios da "globalização". Rejeitando esta lógica, o desafio maior é fazer frente à tentativa de apagamento dos determinantes históricos e sociais da escola. Nas palavras de Alves (2004, p. 218):
O que está em jogo não é só o discurso competente: "Aquele que pode ser proferido, ouvido e aceito como verdadeiro ou autorizado porque perdeu os laços com o lugar e o tempo de sua origem" (Chaui, 1989, p. 9). É, entre outras questões, a redução das TIC à EAD, como forma material da "comodificação". São os embates contemporâneos entre a proposta de educação como mercadoria e a sua defesa como direito e prática emancipatórias.
6. A Utilização das Novas Tecnologias na Educação
Estudos demonstram que a utilização das novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs), como ferramenta , traz uma enorme contribuição para a prática escolares em qualquer nível de ensino. Essa utilização apresenta múltiplas possibilidades que poderão ser realizadas segundo uma determinada concepção de educação que perpassa qualquer atividade escolar.
É importante salientar que, desde o inicio da década de 90, as escolas públicas de vários estados têm sido equipadas com um verdadeiro arsenal de tecnologias: TV Escola, vídeo-escola, centrais de informática, etc. Todos esses projetos têm a pretensão de ensinar com o apoio das máquinas e assim melhorar a prática pedagógica. Certamente tais tecnologias têm auxiliado, em algum momento, o processo de ensino e talvez o de aprendizagem, mas o resultado tem sido pouco observável na prática e a educação formal continua essencialmente inalterada.
Para LOING (1998), a introdução das NTICs na educação deve ser acompanhada de uma reflexão sobre a necessidade de uma mudança na concepção de aprendizagem vigente na maioria das escolas atualmente.
Segundo LITTO (1992), o atual sistema educacional é um espelho do sistema industrial de massa, onde os alunos passam de uma série a outra, numa seqüência de matérias padronizadas como se fosse uma linha de montagem industrial. Os conhecimentos acumulados são despejados em suas cabeças; alunos com maior capacidade para absorção de fatos e comportamento submisso são colocados em uma trilha mais veloz, enquanto outros são colocados na trilha de velocidade mediana.
"Produtos defeituosos" são tirados da linha de montagem e devolvidos para "conserto". Estamos vivendo em uma era de transformações, uma era de interdependência global com a internacionalização da economia e a super valorização da comunicação e informação. Organizações da sociedade industrial estruturadas para desempenhar tarefas de natureza hierárquicas de comando e controle estão sendo substituídas, devido à competitividade e à complexidade, pela formação de grupos em torno de projetos específicos.
Comando e controle dão lugar à aprendizagem e resposta, numa tentativa, por parte de cada organização, de ser a primeira a chegar ao mercado com produto ou serviço de boa qualidade. O ambiente apropriado para a realização desse tipo de trabalho tem sido o que privilegia reuniões presenciais de grupos, mas também fornece acesso instantâneo à rede Internet e aos discos e disquetes contendo respostas para permitir as tomadas de decisões do grupo. Comprovando assim que o ambiente de aprendizagem ou trabalho determina, em parte, a natureza do produto.
Com a revolução tecnológica e científica, a sociedade mudou muito nas últimas décadas. Assim a educação não tem somente que adaptar às novas necessidades dessa sociedade do conhecimento como, principalmente, tem que assumir um papel de ponta nesse processo. Os recursos tecnológicos de comunicação e informação têm se desenvolvido e se diversificado rapidamente. Eles estão presentes na vida cotidiana de todos os cidadãos, que não podem ser ignorados ou desprezados.
Embora seja possível ensinar e aprender sem eles, as escolas têm investido cada vez mais nas NTICs. Pela enorme influência que essas NTICs, especialmente a computação, têm exercido atualmente na educação é que torna-se necessária uma reflexão sobre a concepção de aprendizagem que deverá perpassar a utilização dessa tecnologia na prática educativa.
Uma idéia muito difundida na educação é que as NTICs, principalmente a informática, servem para facilitar o processo de ensino e aprendizagem. Essa idéia está ligada ao fato de que a tecnologia entrou na vida do homem para facilitar. Dessa maneira a utilização das NTICs está fundamentada em uma concepção de aprendizagem Behaviorista, onde aprender significa exibir comportamento apropriado. Assim o objetivo principal da educação se restringe a treinar os estudantes a exibirem um determinado comportamento e controlá-lo externamente.
Uma segunda idéia é o uso do computador na educação como dispositivo para ser programado, realizando o ciclo descrição  execução reflexão  depuração  descrição, que é de extrema importância na aquisição de novos conhecimentos. Segundo VALENTE (1998), diante de uma situação problema, o aprendiz tem que utilizar toda sua estrutura cognitiva para descrever para o computador os passos para a resolução do problema, utilizando uma linguagem de programação.
A descrição da resolução do problema vai ser executada pelo computador. Essa execução fornece um "feedback" somente daquilo que foi solicitado à máquina. O aprendiz deverá refletir sobre o que foi produzido pelo computador; se os resultados não corresponderem ao desejado, o aprendiz tem que buscar novas informações para incorporá-las ao programa e repetir a operação. Dessa forma, o computador complica a vida do aprendiz ao invés de facilitá-la.
Com a realização desse ciclo, o aprendiz tem a oportunidade de encontrar e corrigir seus próprios erros e o professor, entender o que o aprendiz está fazendo e pensando. Portanto, o processo de achar e corrigir o erro constitui uma oportunidade única para o aluno aprender sobre um determinado conceito envolvido na solução de um problema ou sobre estratégias de resolução de problemas.
A realização do ciclo descrição  execução  reflexão  depuração  descrição não acontece simplesmente colocando o aprendiz diante do computador. A interação aluno/computador precisa ser mediada por um profissional agente de aprendizagem que tenha conhecimento do significado do processo de aprender por intermédio da construção de conhecimento, para que ele possa entender as idéias do aprendiz e como atuar no processo de construção do conhecimento para intervir apropriadamente na situação, de modo a auxiliá-lo nesse processo.
Essa idéia está fundamentada nos princípios da teoria construtivista de Piaget, que parte da premissa que o conhecimento não procede apenas da programação inata do sujeito e nem de sua única experiência sobre o objeto, mas é resultado tanto da relação recíproca do sujeito com seu meio, quanto das articulações e desarticulações do sujeito com esse objeto. Dessas interações surgem construções cognitivas sucessivas, capazes de produzir novas estruturas em um processo contínuo e incessante.
Portanto, o uso das NTICs na educação deve ter como objetivo mediar a construção do processo de conceituação dos alunos, buscando a promoção da aprendizagem e desenvolvendo habilidades importantes para que ele participe da sociedade do conhecimento e não simplesmente facilitando o seu processo de ensino e de aprendizagem. Para que as NTICs promovam as mudanças esperadas no processo educativo, devem ser usadas não como máquinas para ensinar ou aprender, mas como ferramenta pedagógica para criar um ambiente interativo que proporcione ao aprendiz, diante de uma situação problema, investigar, levantar hipóteses, testá-las e refinar suas idéias iniciais, construindo assim seu próprio conhecimento.
A utilização das NTICs na educação não garantirá por si só a aprendizagem dos alunos, pois as mesmas são instrumentos de ensino que podem e devem estar a serviço do processo de construção e apropriação do conhecimento dos aprendizes. A introdução desses recursos na educação deve ser acompanhada de uma sólida formação dos professores para que eles possam utilizá-las de uma forma responsável e com potencialidades pedagógicas verdadeiras, não sendo utilizadas como máquinas divertidas e agradáveis para passar o tempo.
7. A informática como objeto de estudo
Devemos propor a informática como objeto de estudo e não apenas como recurso de ensino-aprendizagem. Este estudo deveria ser informado por pesquisas na área que investiguem:
  • A questão do próprio uso da informática na educação, a partir da experiência e práticas não desenvolvidas pela defesa a priori de que esse uso está à melhoria do processo ensino-aprendizagem e à aprendizagem significativa;
  • Cultura da informática e suas relações com a cultura escolar e outros universos culturais.
Cabe perguntar: em que medida o uso, por exemplo, da internet favorece a construção de uma perspectiva intercultural na escola ou o fortalecimento de posturas mono culturais ou de preconceitos em relação à cultura dos diferentes, ou ainda, em que medida o uso da internet implica uma cultura diferente, no entrecruzamento das culturas na escola.
Deve-se ainda estudar, nos processos de educação à distância mediada pelo computador:
  • A relação da flexibilização do tempo para as atividades de ensino-aprendizagem com questões de intensificação do trabalho docente;
  • As novas características do papel do professor e dos processos de avaliação.
Deve-se, finalmente, lidar com os recursos tecnológicos da sociedade do conhecimento de forma crítica, o que envolve o entendimento de que:
  • Esses recursos estão inscritos nas relações capitalistas de produção, num contexto de redefinição da teoria do capital humano, que é reconceptualizado, nas novas organizações, com capital intelectual;
  • Esses recursos se articulam com questões atuais do desemprego estrutural e subemprego;
  • No entanto, o conhecimento o conhecimento e o desenvolvimento tecnológico são forças materiais também na concretização de valores que se relacionam com os interesses dos excluídos, contradizendo os valores próprios da acumulação capitalista;
  • Em todo contexto discutido, a educação assume papel crucial na socialização e construção do conhecimento e da cultura, podendo ultrapassar o caráter instrumental do conhecimento, tendo em vista a formação de cidadãos comprometidos com: a igualdade e a inclusão sociais; a tolerânciae o diálogo intercultural.

8. CONSIDERAÇÕES FINAIS
As transformações nas formas de comunicação e de intercâmbio de conhecimentos, desencadeadas pelo uso generalizado das tecnologias digitais nos distintos âmbitos da sociedade contemporânea, demandam uma reformulação das relações de ensino e aprendizagem, tanto no que diz respeito ao que é feito nas escolas, quanto a como é feito. Precisamos então começar a pensar no que realmente pode ser feito a partir da utilização dessas novas tecnologias, particularmente da Internet, no processo educativo. Para isso, é necessário compreender quais são suas especificidades técnicas e seu potencial pedagógico.
As Novas Tecnologias e Educação visa discutir as possibilidades que o ciberespaço oferece para a criação de novos padrões de aquisição e construção dos conhecimentos, ao permitir o uso integrado e interativo de diversas mídias, a exploração hipertextual de um volume enorme de informações e a comunicação a distancia.
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALVES, N. Imagens de tecnologias nos cotidianos das escolas, discutindo a relação "localuniversal". In: ROMANOWSKI et al. (Org.). Cunha- 1199 Educ. Soc., Campinas, vol. 25, diversidade, mídias e tecnologias na educação. Curitiba: Champagnat, 2004.
BARRETO, R.G.; LEHER, R. Trabalho docente e as reformas neoliberais. In: OLIVEIRA, D.A. (Org.). Reformas educacionais na América Latina e os trabalhadores docentes. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
BAUDRILLARD, J. Simulacros e simulação. Lisboa: Relógio d'Água, 1991.

Retirado em 29/12/2011.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Primeira Feira do Café Escola: Sesc/ACRE

HISTÓRIA DO CAFÉ
     A história do café começou no século IX. O café é
originário das terras altas da Etiópia (possivelmente
com culturas no Sudão e Quênia) e difundiu-se para o
mundo através do Egito e da Europa.
     O conhecimento dos efeitos da bebida
disseminou-se e no século XVI o café era utilizado no
oriente, sendo torrado pela primeira vez na Pérsia.
     O café no entanto teve inimigos mesmo entre os
árabes, que consideravam suas propriedades
contrárias às leis do profeta Maomé. No entanto, logo
o café venceu essas resistências e até os doutores
maometanos aderiram à bebida para favorecer a
digestão, alegrar o espírito e afastar o sono, segundo
os escritores da época.
O QUE O CAFÉ TRAZ PARA NOSSA
SAÚDE ?
     É indispensável tomar pelo menos um copinho
em alguma parte do dia, e saiba que o café tem
propriedades extremamente úteis para a nossa
saúde, ele possui também substâncias que agem
como antioxidantes em nosso organismo, para quem
não sabe o que isso, saiba em função dessas
substâncias ele auxilia para que o envelhecimento
precoce não nos atinja com tanta intensidade.
     Acredito que isso pode favorecer muito as
pessoas que gostam de zelar pela sua beleza.
     Sem duvidas o café tornou-se a bebida mais
consumida do mundo, além do mais, saiba que ele é
um forte aliado para prevenir doenças como o Mal de
Alzheimer, que inclusive tem sido muito frequente em
pessoas já com alguma idade.
O CAFÉ FAZ MAL?
      Em excesso pois o café também pode causar
danos para a nossa saúde, ele é uma bebida em que
deve ser consumida com moderação, por isso se você
se julga completamente viciado em café é bom
começar ir mudando esse conceito, o vício em que
estamos falando é em relação a tomá-lo com
frequência no decorrer do seu dia a dia.
      Saiba que ele age em nosso organismo como um
estimulante, por isso é interessante ficar esperto com
os seus efeitos evitando assim possíveis problemas
relacionados ao assunto. A bebida que se faz a partir
dos grãos do café é estimulante do sistema nervoso
por causa de sua alta concentração de cafeína.
Especialmente para quem não está habituado a tomar
café, a cafeína tira o sono, acelera o coração e o
raciocínio, e aumenta a capacidade de trabalho.
      Muitas experiências científicas já provaram as
propriedades altamente estimulantes da cafeína, que
não está só no café, mas também no chá e nos
refrigerantes à base de cola, como a Coca-Cola e a
Pepsi-Cola. Alguns remédios têm cafeína em suas
fórmulas, principalmente analgésicos e
descongestionantes.
Alunas: Vivian, Anna kassia, Estefane Isabella
Professora: Sebastiana
Escola SESC
Série: 5 ano 4ª série
Turno: Manhã
BOLO DE CAFÉ COM CHOCOLATE
Massa:
1 xícara de margarina derretida
3 xícaras de açúcar
1 xícara de chocolate em pó
2 xícaras de café pronto
4 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa rasa de fermento em pó
4 ovos (separados gemas e claras)
Cobertura:
2 colheres de sopa de margarina
1 lata de leite condensado
1 gema peneirada
5 colheres de sopa de café pronto
4 colheres de sopa de chocolate em pó
Modo de Preparo
 1. Massa: Bata as gemas, a margarina e o açúcar até ficar um
creme claro
  2. Adicione o chocolate em pó e o café, acrescente a farinha
de trigo e o fermento em pó, bata bem
    3. Por último, acrescente as claras em neve e misture
delicadamente
  4. Leve ao forno para assar em forma untada por 30 minutos
   1. Cobertura:Em uma panela coloque a margarina, o leite
condensado, a gema peneirada, o chocolate em pó e o café
  2. Leve ao fogo sem parar de mexer e deixe cozinhar até ficar
cremoso, despeje o creme ainda quente em cima do bolo
   3. Se preferir, utilize chantilly, cereja e flocos de chocolate
para a cobertura

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Passeata Contra a Dengue

Após os trabalhos desenvolvidos em sala de aula durante o bimestre,os alunos organizaram cartazes,faixas e mensagens em combate contra a dengue!!!.
Escola: Elias Mansour.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Registro Digital da Experiência - O Hipertexto

Fotos da execução do Planejamento com Hipertexto, sobre verminoses.
Escola: Elias Mansour Simão Filho.
Sobre orientação da Mediadora: Luzirene Serafim
Professora: Sebastiana Carvalhosa Turma de aceleração 2011.



 
Na aula de informática, pesquisando sobre as doenças causadas por vermes.






Observando os alunos durante a atividade.










Orientando durante a pesquisa.










Pesquisando imagem de vermes.




 



Alunos trabalhando em grupos.

Projeto de Trabalho em sala de aula com a Integração de Tecnologia ao Currìculo

Essas são algumas das produções realizadas durante a execução do Projeto de trabalho em sala de aula com a integração das tecnologias ao currículo.
Após realizarem pesquisas sobre o tema: Dengue, as crianças produziram pequenos textos com o Tema: "O que é a dengue para mim?"
Algumas produções dos alunos do 4º ano da Escola Elias Mansour S. Filho- Rio Branco - Acre.















sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Portfólio do Curso TICs


Portfólio do Curso Aprendendo com as TICs

Cursista : Sebastiana Carvalhosa de Sousa
Escola : Elias Mansour Simão Filho
Tutora : Luzirene Freire

O Curso de Tecnologia de Informaação e Comunicação na Educação , oferecido aos professores da rede pública. ( com a cargorária de 100h) . A disseminação do uso de tecnologia, em distintos ramos de atividades, coloca-nos diante de vestiginosa mudanças na cultura, na sociedade, na economia , na educação; e , em especial, perante os avanços da ciência e de conhecimentos que precisamos incorporar e lidar em sala de aula.
A atividade 1.1. Esta atividade foi baseada no texto: “A sociedade da Aprendizagem e o desafio de converter informações em conhecimento”foi produzido uma reflexão em dupla, acerca do assunto estudado, com o tema : Reflexão Inicial, o mesmo foi postado no ambiente R-proinfo, Biblioteca Materiaal do Aluno. Foi realizada fundamentada na revista de Novoa na integra, no programa Salto para o Futuro.
Reflexões Inicias
O curso de Tecnologia na Educação, vem a calhar com o fazer pedagógico do Educador;uma vez que este,nada mais é que um pesquisador incensante dos mais variados conhecimentos. Nossa sociedade vive momentos PARADOXAIS,ou seja,do ponto de vista da aprendizagem,em que há uma gama de pessoas que ainda resiste ao conhecimento exigido pela própria sociedade. Por outro lado,ainda nessa sociedade há uma massa de “pessoas” com sede de conhecimento dentro das escolas,levando o educador a reciclagem , aperfeiçoamento cada vez mais. Acrescentando ainda,
visto que as escolas hoje estão bem amparadas de tecnologias em que na maioria das “vezes” o próprio aluno é que ensina o professor a manusear a mídia tecnológica. Por outro lado, percebo ainda, que as formações estão lado a lado com o professor para que a qualidade do ensino seja a melhor possível. É preciso conscientizar que quem lidera o “mundo” hoje são as máquinas tecnológicas criadas unicamente por uma espécie chamada “homem”.
A atividade 1. 2 .Quem sou como professor. Foi feita uma reflexão acerca do assunto:
-O que é ser professor hoje?
-Quem sou eu(professor) neste contexto?
No artigo “ As sereias do Ensino eletrônico”.Paulo Blikstein e Marcelo Zuffo (2001), comentam os “encantos” e desilusões que as tecnologias trouxeram a várias áreas. Esta reflexãao foi postada no Fórum.


Ser professor ...
é professar a fé
é a certeza de que tudo
terá valido a pena
se o aluno sentir-se feliz
pelo que aprendeu com você
e pelo que ele lhe ensinou...
Ser professor é consumir horas e horas
pensando em cada detalhe daquela aula que,
mesmo ocorrendo todos os dias,
a cada dia é única e original...
Quem sou nesse contexto?
Muitas são as modificações sofridas por nossa sociedade no decorrer do tempo, dentre as principais, o desenvolvimento tecnológico e o aprimoramento de novas maneiras sobre o saber, que refletem diretamente no processo pedagógico. O professor está diante de uma nova e grande reflexão sobre o seu papel neste contexto atual e não é possível deixar de lado algumas teorias e ideias de grandes nomes que pensaram a educação.
O professor deve despertar o entusiasmo no aluno. (John Dewey) é fundamental proporcionar ao educando um ensino prazeroso, que condiz com sua realidade, seu interesse. Temos que ver nosso aluno como um ser humano que pensa e tem sentimentos e mostrar a ele o quanto é importante e tem valor na sociedade em que vive. A educação precisa ser feita com amor e respeito ao próximo e é um processo onde o aluno tem muito a aprender, mas muito a ensinar também. Pensando neste contexto, surge o dizer de Paulo Freire.
O conhecimento não se transfere, se constrói.”

A atividade 1.3 . Através dos assuntos estudados de análise da entrevista: Educação e Tecnologia do Professor e Dr Ladislau. E da professora : Maria Elizabete Prado, autora da unidade 1, sendo postado a reflexão no Diário de Bordo.
A entrevista do Prfº: Ladislau Dowbor, sobre Educação e Tecnologia, suas colocações são de suma importância, onde este explica todo o processo da educação e tecnologia. Ele diz que a necessidade de conhecimento está aumentando e o volume de informações se tornou imenso. Portanto, a escola deve acompanhar este crescimento de forma mais organizada e não meramente lecionadora, ou seja, a escola deve ter informações tecnologicas e uma metedologia centrar neste processo de aprendizagem de forma que haja interação entre educação e trabalho.

A atividade 1.4 .Houve um debate com os participante do curso referente a Tecnologia , e orientados para fezer uma pesquisa na escola a qual trabalha , para levantar quais tecnologias são utilizadas e de que forma isso vem acontecendo.

01– Microfone: é usado em reuniões, festividades escolares.
02 – Televisão: é utilizada na exibição de vídeos para os alunos.
03 – Impressora: utilizada na impressão de cópias de provas e atividades, etc. 06 – Bebedouro e outros...
A atividade 1.5 . Mapa Conceitual
Assim a proposta para esta atividade é criar um mapa conceitual, para expressar as aprendizagens construidas até o momento.




A atividade 1. 6. Webquest sobre projetos de aprendizagem.
O propósito com esta atividade é proporcionar a experiência de participação em uma webquest, despertando o interesse para possíveis aplicações com seus alunos.Podemos distinguir seis elementos em uma Webquest: Intrudução, tarefa, processos, recxursos, avaliação, conclusão.
Unidade 2 : Internet , Hipertexto, Hipermídia.
Nesta unidade , vamos tratar de algumas questões. Ademais, veremos como a internet, que conecta pessoas de todo o mundo, pode contribuir para que forjemos uma rede que reúne seres pensantes e coisas.
De acordo com Vicente Gosciola , hipermídia é “o conjunto de meios que permite acesso simultâneo a textos, imagens e sons de modo interativo e não linear, possibiltando fazer links entre elementos de mídia, controlar a própria navegação .

A atividade 2.1.Navegação em hipertexto
Inicialmente reunidos em duplas,para navegar livremente pelo site do portal do professor mantido pelo MEC.
Em seguida houve uma discursão com todo o grrupo a fim de verificar se houve diferença nos caminhos navegados pelas diferentes dupla; houve também a leeeittura do poema:” Navegação á Deriva” (Marcus Vinicius Quiroga...)

A atividade 2.2 Navegando em busca do cnceito de hipertexto
Fazer uma pesquisa na internet sobre o conceito de hipertexto.A idéia, neste momento, é que você vivencie, de modo consciente e sem medo de arrar, nem de acertar, a sensação de navegar por um hipertexto à busca na página do Google.
Hipertexto A cada dia os computadores estão sendo incorporados, cada vez mais, em todos os setores da sociedade. Daí surge conceitos que provocam profundas modificações nos valores da sociedade. Um desses conceitos é o de Multimídia que segundo palavras do professor Nelson Pretto: "Constitui-se num conjunto de possibilidades de produção e utilização integrada a todos os meios de expressão e de comunicação", ou seja, das diferentes mídias; sons, animação, texto vídeo, foto. Outro conceito associada a multimídia.
A atividade 2. 3 . Conceituando hipertexto individualmente. A propostaaa é criar um texto curto utilizando o que leu , conceituando sobre hipertexto, com suas próprias palavras , alguns trexos sucintos e claro.
Na prática, hipertexto é um sistema de textos interligados que permitem ao estudante ler um assunto de forma personalizada, sendo remetido a novos textos quando clica sobre hotword (palavras quentes) – um objeto feito por uma ou mais palavras que pode responder a um evento do mouse ou do teclado – que são previamente marcados no texto.
A atividade 2.4 . Coneituando hipertexto coletivamente. Vá ao fórum “ conceituando hipertexto”, especialmente criado para as atividades :2.3 e 2.4; escolha e leia alguns trabalhos dos colegas, que apresente algo que lhe pareça interessante e faça comentárioss dizendo por que chamou sua atenção , o propósito é enriquecer um pouco cada um dsos documentos com as observações feita.
A atividade 2.5 . Criando um portifólio em hipertexto, e seu hiper-potifólio.
Neste espaço, você vai precisar criar um Blog no servidor da BlogSport, registrar, ao longo do curso , as atividades que fez e fará, colocr uma breve breve síntese inicial sobre cada atividade.

A tividade 2.6. Planejando um a tividade com hipertexto ou internet. Em grupo de três elementos, planejar uma atividade , em que sejas usados alguns dos recursus de que tratamos nas semanas anteriores , para ser desenvolvida com os alunos.( o plano de aula com referencias bibliográficas)

Plano de Aula


Objetivo: Conhecer as diversas formas de contágio das verminoses ,prevenções e o tratamento;
Assunto : Doenças provocadas por vermes


Disciplina : Ciências.
Público Alvo : Aluno do 3º ano.
Duração : 05 aulas.


Objetivo Geral
* Utilizar a tecnologia e seus recursos em hipertexto para conhecer e promover os cuidados básicos para a prevenção das verminoses ,trabalhar junto aos visando conscientizá-los da importância da prevenção,para evitar a aquisição de doenças provocadas por vermes.
* Conhecer as diversas formas de contágio, prevenção e trata-mentamento.
* Elaborar uma sondagem com a turma o tema : Doenças transmitidas por vermes.
* Consultar vários sites de pesquisa relacionados ao tema pré definidos pelo professor. *Navegar pelos hipertextos para aprofundar conhecimentos sobre o tema escolhido
*Reunir informações necessárias para a composição do tema.

Procedimentos

* Quais os principais tipos de vermes
* Características dos sintomas provocados pelas doenças relacionadas a vermes.

* Imagens (vídeo)
* Equipamentos necessários para a pesquisa.

Recursos Material

* Computadores com acesso a Internet,data show.

Recursos:
*Laboratório de informática
* Rede mundial de computadores


Avaliação

A avaliação será mediante ao desenvolvimento da pesquisa e o aproveitamento pelos alunos na aquisição do conhecimento.

Agente causador

No Brasil, o agente causador da esquistossomose é o Schistoma mansoni. O S. mansoni nasce do ovo, do qual sai larva chamada miracídio, que penetra num caramujo hospedeiro.
Do caramujo saem milhares de cercárias que penetram no homem e se transformam em vermes adultos.
Os vermes adultos - S. mansoni -, vivem dentro de pequenas veias do intestino e do fígado do homem doente. O macho mede aproximadamente 10mm de comprimento e a fêmea 14mm e vivem constantemente acasalados.
A esquistossomose é uma doença grave causada por um verme pequeno,

quase do tamanho de um grão de arroz.

Transmissão:

As fezes das pessoas doentes contêm ovos do verme. Se essas pessoas fazem suas necessidades no chão, a chuva carrega os ovos para os rios, lagoa e valetas.
Na água, desses ovos saem pequenas larvas (miracídios).
Os miracídios penetram no corpo de um caramujo que vive nas margens dos riachos, açudes e valas de hortas.
No corpo do caramujo, cada larva se transforma em milhares de larvas menores (cercárias).
As cercárias abandonam depois o caramujo, procurando novamente a água. Estas larvas (cercárias) entram no corpo das pessoas pela pele, quando elas tomam banho, lavam roupa ou simplesmente entrar na água. Dentro do corpo das pessoas as larvas são levadas pelo sangue e vão atacar o fígado e os intestinos.


FONTE: antigo.campinas.sp.gov.br/.../vermeadulto.jpg

Doenças Causadas por Protozoários. Os protozoários são animais unicelulares encontrados em quase toda parte na natureza. Alguns deles provocam doenças como o mal de chagas e a disenteria amebiana.
Doenças Causadas por Vermes. Alguns vermes como os nematóides ou nematódeos (vermes cilíndricos, entre os quais, o mais comum é a lombriga, ou Ascaris lumbricoides) causam doenças intestinais e respiratórias nos seres humanos e nos animais. Também atacam plantas.
1ª. Momento – Planejamento de ensino com os professores:
Esta etapa iniciou-se no mês de novembro de 2011, utilizando-se os dias de planejamento com todos os professores dos 2º;3º e 4º ano que compunham o grupo, para o desenvolvimento do programa de ensino da escola, dando especial enfoque à verminose. Foi ministrada aula de reciclagem sobre o assunto, sendo posteriormente discutida as estratégias para o ensino do tema em questão, de acordo com o nível de cada classe. Após esta fase de planejamento educacional, foi produzido o material didático pelos professores, durante o terceiro e quarto bimestre e dentro do currículo de cada turma, sendo o conteúdo desenvolvido por grau de dificuldade dos alunos.
2.a Momento – Produção dos alunos:
No terceiro bimestre, após o cumprimento do programa desenvolvido com a atuação dos professores, os alunos, por meio de várias alternativas, expressaram seus conhecimentos sobre o tema verminose.
Em uma das salas de aula esta fase desenvolveu-se em um dia de aula, ao longo do bimestre, onde era discutido o tema saúde e no seu bojo, a questão verminose. Na escola Elias Mansour Simão Filho ( estadual), por decisão da direção da escola, a etapa ocorreu ao longo do bimestre, do mês de novembro a dezembro, que foi chamada "Semana de Saúde", onde os alunos produziram os diferentes materiais sobre o assunto.
O material pedagógico produzido pelos alunos variou de acordo com o grau de desenvolvimento de cada turma, sendo que o trabalho foi realizado através de desenhos, recortes, pinturas, colagens, desenhos livres e/ou mimeografados, cartazes, montagem dos vermes, música e coleta de amostras d'água, sob a coordenação das professoras Sebastiana Carvalhosa,Sandra Mara e Fátima Cunha.
4.a Momento – Apresentação das produções realizadas durante o desenvolvimento das atividades:
Finalizando as etapas anteriores, sentiu-se a necessidade de que toda a comunidade (os que participaram das programações e as demais pessoas da localidade) tivessem acesso ao material produzido durante todo o desenvolvimento do trabalho.
Dessa forma, com o material pedagógico elaborado pelos alunos,sentiu-se a necessidade da introdução de um projeto “Saúde na escola”, que eventualmente acontece,mas não com eficácia. Fonte: http//:www.scielo./br.scielo




Doenças Causadas por Vírus. Os vírus são germes menores que as bactérias. Existem centenas de espécies de vírus. Todos são infecciosos e podem desencadear moléstias na maioria dos seres vivos. Depois de invadirem a célula, eles multiplicam-se rapidamente. Causam doenças comuns, entre as quais, a caxumba, o sarampo, a varíola, a catapora e a gripe.


Observação: durante o término do curso irão ser trabalhada outra atividades:
A atividade 2.8: Registro digital da experiência – o hipertexto;
A atividade 2.9 : Outra forma registro : um poster;
A atividade 2.10: Visitando a Wikipédia;
A atividade 2.11: Navegando pela Wikipédia e pelo Wickcionário;
ETC...

Conceituando Currículo
Esta atividade foi desenvolvida com o uso da Tecnologia e postada no Material do aluno no Epro-info.

Conceito de Currículo Escolar Segundo o dicionário Aurélio, Currículo são as disciplinas de um curso escolar, englobando as metodologias e estratégias que deverão ser utilizadas para que o currículo seja cumprido como programado. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, os currículos escolares promovem uma definição das disciplinas e distribuição dos conteúdos entre os componentes curriculares propostos. Um currículo pode ser definido por uma rede de ensino para todas as suas escolas”. O currículo formado pela instituição escolar constitui-se, assim, em uma questão de identidade sociocultural em que o ambiente de aprendizagem, seja ele escolar ou extra-escolar, é determinante na formação do caráter aliado à personalidade das crianças que se encontram em fase de desenvolvimento físico, intelectual, social, emocional, crítico. Segundo, Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, coordenadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Educação: Em uma entrevista a revista Nova ESCOLA, alerta que o currículo escolar não pode continuar dissociado das novas possibilidades tecnológicas. Em um mundo cada vez mais globalizado, utilizar as novas tecnologias de forma integrada ao projeto pedagógico é uma maneira de se aproximar da geração que está nos bancos escolares. De acordo com observações e pesquisas realizadas na área de estudo do currículo, achou-se por bem compartimentalizá-lo em duas grandes divisões: a primeira é a que se denomina de Currículo Formal, o que leva em consideração somente os aspectos estruturais do currículo, como a divisão das disciplinas, a carga horária dos professores, as normas relativas à instituição de educação ou as atribuições dos cargos técnicos exercidos por cada funcionário da escola; a segunda é a que se prefere chamar de Currículo em construção, aquele que aproveita a experiência prévia de vida dos alunos e transforma-a em objeto de manipulação para a produção do conhecimento. Portanto, as tecnologias torna possível estabelecer outros mecanismos para troca de informações, interação e colaboração entre os envolvidos no processo de ensino e aprendizagem. A interação entre o currículo e tecnologias potencializa mudanças na aprendizagem, no ensino e na gestão da sala de aula. Uma das formas de se trabalhar o currículo é utilizando projetos de aprendizagem que atendem as necessidades reais dos alunos. Para finalizar minhas reflexões sobre a formação do currículo escolar, têm-se as considerações de SILVA quando trata da definição do currículo: "O currículo tem significados que vão muito além daqueles aos quais as teorias tradicionais nos confinaram. O currículo é lugar, espaço, território. O currículo é relação de poder. O currículo é trajetória, viagem, percurso. O currículo é autobiografia, nossa vida, curriculum vitae: no currículo se forma nossa identidade. O currículo é texto, discurso, documento. O currículo é documento de identidade." (SILVA, 2003:150) PESQUISA NA INTERNET ATRAVÉS DE ALGUNS SITES: http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e-avaliacao/avaliacao/entrevista-pesquisadora-puc-sp-tecnologia-sala-aula